Um dos mitos mais prejudiciais para a população mundial no campo da Nutrição é a convicção generalizada segundo a qual o consumo calórico elevado necessariamente leva a um aumento da massa gorda; e, que o baixo consumo de calorias necessariamente emagrece.

 

Podemos dizer, em respeito à boa Fisiologia, que esse paradigma é apenas uma meia verdade. Está muito longe de ser a verdade completa. Vamos ver onde é que esse conceito começa a falhar:

O nosso organismo mantém uma complexa rede de ajustes metabólicos para se adaptar às mudanças que o meio ambiente impõe a ele. Por exemplo, quando iniciamos uma dieta de restrição calórica, cortando radicalmente a quantidade de calorias consumidas em nossa alimentação ao longo do dia…

É evidente que tal súbita e drástica mudança no nível de consumo calórico na alimentação, de quem quer que tenha aderido a tal regime de restrição calórica, não passa despercebida pela nossa fisiologia. Inicialmente (vamos dizer assim, grosso modo, nos primeiros 3 dias de dieta) enquanto o nosso corpo não se lança a por em ação uma bateria de ajustes metabólicos em resposta a essa mudança drástica no consumo de calorias, a manobra até colhe algum fruto (o peso corporal realmente tende a cair).

Mas, daí em diante, a estratégia dá a impressão de perder forças em permitir uma continuidade à perda de peso e, muito mais ainda em proporcionar perda de gordura corporal.

Quem se lançar a esse tipo de manobra irá perceber, com certeza, que a freqüência e volume urinários aumentarão muito nos primeiros dias da dieta. É porque a queda nas reservas de carboidrato dos músculos tende a promover perda de líquidos, o que é notado como a significativa perda de peso dos primeiros dias. Além do que ocorre, ao mesmo tempo, substancial perda muscular, o que também contribui para a perda de peso inicial.

O que as pessoas menos perdem em peso corporal, nesses primeiros dias da dieta, infelizmente, é a gordura de seus corpos, justamente o principal alvo a ser aniquilado dentro da estratégia que escolheu.

É verdade, por outro lado, que caso se mantenha persistentemente a mesma condição de consumo calórico baixo, a tendência natural, realmente, é a de o nível de gordura começar, também, efetivamente, a baixar. Mas, o detalhe é que isso somente ocorrerá em troca de um preço muito alto a ser pago com perdas significativas em resistência imunológica, por exemplo; perda de eficiência no trabalho do cérebro, etc.

Mas, aí já é um processo de catabolismo anormal que vai render perdas importantes para a saúde geral da pessoa. Sendo que, para que essa condição de a gordura corporal manter-se em queda a um ritmo satisfatório, então a restrição calórica terá de ser cada vez mais drástica. Empurrando, muitas vezes, as candidatas a um corpo enxuto, à manifestação da temida e temível anorexia nervosa.

Pois, qual será a razão para essa crescente perda de eficiência na perda de peso quando a estratégia adotada é a redução unilateral do consumo de calorias? Conforme já ia adiantando tal explicação, o nosso organismo reduz o ritmo metabólico em resposta à diminuição do volume calórico em sua alimentação cotidiana.

É uma maneira de o nosso corpo economizar energia, já que percebe uma aparente escassez de alimentos no ambiente circundante. Além do que muda o direcionamento metabólico no sentido de canalizar as calorias consumidas rumo às reservas de gordura de nosso corpo.

O baixo ritmo metabólico torna cada vez mais difícil queimar as gorduras em excesso. Aumenta-se drasticamente a tendência a engordar. Isto é, se ganha muito mais eficiência em armazenar as calorias consumidas em forma de gordura corporal. Uma dieta que acelera bastante o metabolismo é a dieta da USP. Em outras palavras, quando comparado à condição de antes de iniciar a dieta, engorda-se mais comendo-se menos.

CONFIRA ABAIXO AS DÚVIDAS MAIS FREQUENTES.

1  –  Descubra quais alimentos são neutros, os benéficos que funcionam como verdadeiros remédios e os maléficos que são verdadeiro veneno em seu organismo.

2  –  O porque você precisa acrescentar os suplementos junto a sua alimentação diária

3  –  O nosso solo é pobre nutrientes?

4  –  Porque você tem que comer alimentos de acordo com seu grupo sanguíneo?

5  –  É possível viver mais e prevenir doenças de acordo com a alimentação?

6  –  O porque você tem que emagrecer já.

7  –  Dietas dos pontos ou dos dias de semana têm embasamento científico? E são seguras?

8  –  Porque algumas pessoas comem mais que outras e não engordam?

9  –  Dá para saber se a pessoa é saudável pela estética do corpo, se é gordo ou magro?

10  –  Qual a relação das doenças com a má alimentação?